Precisamos combater à Violência contra a Mulher, reforça importância da prevenção e do acolhimento

Data destaca a necessidade de fortalecer a rede de proteção e ampliar ações de enfrentamento à violência contra as mulheres

O Dia Nacional de Combate à Violência contra a Mulher acontece no mês de outubro, e reforça a importância da prevenção, da informação e do acolhimento às mulheres que enfrentam situações de violência. A data também amplia o debate sobre a responsabilidade de instituições, empresas, sindicatos e sociedade na construção de mecanismos de proteção e enfrentamento.
Entre as iniciativas voltadas ao tema está o projeto “Basta! Não irão nos calar”, que oferece acolhimento, orientação e assistência jurídica a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A proposta busca fortalecer o acesso à informação e aos direitos, além de oferecer suporte para que mulheres possam buscar ajuda diante de situações de violência.
A categoria bancária também conta com compromissos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), nas cláusulas 117 a 129, que abordam a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher. Entre as medidas estão a divulgação de informações, canais de apoio com confidencialidade e possibilidades de suporte às trabalhadoras, como realocação para outra unidade e crédito especial, conforme as condições previstas na Convenção.
Outra iniciativa apresentada pela Central é o conjunto de cláusulas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, que deverá ser defendido pelos sindicatos nas mesas de negociação com as empresas. A proposta busca levar a discussão para o ambiente de trabalho e estabelecer medidas que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência contra as trabalhadoras.
A iniciativa considera que os impactos da violência podem ultrapassar o ambiente doméstico e alcançar também a vida profissional das mulheres. Por isso, a atuação sindical pode contribuir para ampliar mecanismos de prevenção, acolhimento e proteção dentro das relações de trabalho.
A presidenta do SINTRAF/AP, Bruna Athayde, reforça a importância de uma rede de acolhimento em todos os âmbitos.
“A violência doméstica e familiar não se limita ao espaço privado. Seus impactos chegam ao ambiente de trabalho, afetando a saúde, a segurança e a permanência das mulheres no mercado de trabalho.
Por isso, o sindicato também tem um papel importante no acolhimento, na orientação e na proteção. Iniciativas como o “Basta! Não irão nos calar” são fundamentais para que nenhuma mulher enfrente a violência sem apoio ou sem saber onde buscar ajuda”.
A data reforça que o combate à violência contra a mulher não deve se limitar a ações pontuais. Prevenir, informar, acolher e garantir acesso à assistência são medidas fundamentais para fortalecer a proteção e assegurar que mulheres em situação de violência não estejam sozinhas.
Redação Sintraf/AP
Texto: Sarah Lopes
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