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Paralisação cobra valorização do PPRS e retomada das negociações

Writer: sintrafap
sintrafap
11 minutes ago
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Mobilização cobrou avanço nas negociações e critica possibilidade de redução da remuneração dos trabalhadores

Sindicalistas dialogam com bancários durante a paralisação.
Sindicalistas dialogam com bancários durante a paralisação.

Trabalhadores do Santander realizaram, nesta quinta-feira (8), uma paralisação em defesa da valorização do PPRS (Programa Próprio de Resultados Santander) e pela retomada das negociações com o banco. 

A mobilização conta com a atuação do Sintraf-AP (Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Amapá), que se soma à luta nacional da categoria por uma proposta que garanta melhores condições de remuneração aos funcionários.

Presidenta dialoga com bancários sobre as propostas colocadas a mesa para o banco Santander.
Presidenta dialoga com bancários sobre as propostas colocadas a mesa para o banco Santander.

A paralisação acontece após a Comissão de Organização dos Empregados (COE) rejeitar a proposta apresentada pelo Santander no dia 1º de outubro. Segundo a representação dos trabalhadores, o banco não apresentou uma nova contraproposta e mantém os mesmos termos, sem avançar nas principais reivindicações da categoria. 

Um dos principais pontos de discordância é o PPRS. A proposta apresentada pelo Santander prevê 1,2% de ganho real e correção das faixas em 5,20%, mas, de acordo com a representação dos trabalhadores, os critérios podem fazer com que alguns funcionários recebam menos PPRS do que receberam no ano passado. 

Para o SINTRAF/AP, a mobilização é importante para pressionar o banco a retomar o diálogo e garantir que os trabalhadores que contribuem para os resultados da instituição sejam devidamente valorizados. A categoria cobra ainda regras claras, transparência nos critérios e a garantia de que ninguém receba menos. 

Outro ponto da reivindicação é impedir que indicadores institucionais, como o NPS (índice utilizado para medir a satisfação dos clientes), sejam utilizados para reduzir a remuneração variável ou punir funcionários. Para os trabalhadores, os critérios de pagamento precisam ser transparentes e não podem resultar em perda de remuneração.

Com a paralisação, o Sintraf-AP reforça a defesa dos trabalhadores do Santander e cobra do banco uma negociação efetiva.

A presidenta do SINTRAF/AP, Bruna Athayde, reforça que a luta pelos trabalhadores continua e destaca que “direitos previstos no acordo de trabalho devem valer para todos. Alterações salariais e contratuais precisam passar pelo processo negocial com os sindicatos”. A entidade também aguarda uma resposta do banco Santander sobre a retomada das negociações.

Redação Sintraf/AP

Texto: Sarah Lopes

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Contato: Secretária Sintraf/AP - (96) 98802-0267



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