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Itaú negligência plano de saúde de funcionários no Estado do Amapá


Entenda o caso:

Desde o segundo semestre de 2022, os funcionários do Itaú-Unibanco no estado do Amapá têm passado por sérios problemas com o plano de saúde disponibilizado pela empresa. O Plano Central Nacional Unimed, responsável pelo atendimento, tem sido alvo de críticas, dentre elas, a falta de acesso a especialidades médicas e laboratoriais e atrasos na realização de exames.

Relatos de bancárias e bancários que buscaram assistência médica revelam o tamanho da  precariedade, que vai desde ausência de especialistas, como ginecologia, oftalmologia e  mastologia, até a falta de laboratórios para exames de sangue e imagem, agravando ainda mais a situação e prejudicando a qualidade da assistência.

Em junho de 2023, o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Amapá (SINTRAF/AP) constatou a ausência de atendimento administrativo presencial do plano de saúde no Amapá. A situação foi repassada ao banco, que por sua vez obteve a informação equivocada do plano de saúde, que afirmou que os serviços estavam sendo prestados normalmente.


Tratativas junto ao banco/plano de saúde: 

As tentativas de solucionar o impasse iniciaram em setembro de 2023, através de um diálogo com o banco em busca de uma resolução para essa questão urgente. Uma das principais reclamações foi o reembolso parcial e demorado, que leva em média 6 semanas para ser efetuado, quando concedido.

Diante da falta de respostas efetivas e da persistência do problema, o sindicato formou uma comissão em conjunto com a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (FETEC-CUT/CN) para investigar a situação e buscar solucionar esse problema de uma vez por todas.

 “O Itaú-Unibanco se esquiva ao deixar as funcionárias e funcionários sem assistência médica, hospitalar e laboratorial em várias regiões, principalmente nas cidades do interior, e na capital do Amapá a situação é ainda pior. Estamos com a previsão de uma reunião com Fenaban, onde abordaremos o caso do estado do Amapá”, afirmou Wadson Boaventura, Diretor da Secretaria de Saúde da FETEC-CUT/CN.


O que acontece quando o plano não disponibiliza as especialidades necessárias?

Os critérios para o reembolso apresentam um procedimento complexo exigindo uma série de documentações. Primeiramente, o bancário precisa entrar em contato com a Unimed Nacional, aguardando retorno sobre médicos credenciados em 7 dias. Caso não seja possível encontrar um médico, a opção do pagamento particular é feita. Após isso, seguindo diversos protocolos que incluem disponibilizar até mesmo o resultado dos exames e laudos médicos, a restituição dos valores gastos pelo paciente pode ser solicitada e realizada em período que ultrapassa 45 dias.

A Diretora de Comunicação do Sintraf/AP, e funcionária do Itaú, Janaina Figueiredo, que também é usuária do plano de saúde, fala sobre a inexistência de atendimento no estado. “É um absurdo o que estamos vivendo hoje com o atual plano de saúde contratado pelo banco, o Central Nacional Unimed, que há meses não cumpre com o mínimo, como por exemplo, a realização de exames de sangue, estamos totalmente desassistidos! É uma situação bastante preocupante, pois estamos falando do básico, a saúde do trabalhador. Além da falta de atendimento, ainda enfrentamos diversas dificuldades para solicitar reembolso, depois de sermos obrigados a arcar com os custos de exames e consultas médicas. Esperamos que o banco tome as providências cabíveis para resolver esse problema,” comenta insatisfeita.   


Expectativa de solução:

A expectativa de resolução do problema e o retorno dos atendimentos. O SINTRAF/AP junto a FETEC/CN e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF-CUT) estão em constante diálogo visando resolver a questão dentro dos termos do acordo coletivo, priorizando a mesa de negociação estabelecida entre sindicato e bancos antes de recorrer a medidas mais enérgicas. 


A luta pela saúde dos trabalhadores não pode ser ignorada, e é hora de promover mudanças significativas em prol do bem-estar de todas e todos.

É o que afirma o Presidente do SINTRAF/AP, Samuel Bastos. “Com saúde não se brinca e o descaso do Itaú já passou do limite tolerável, esperamos uma solução que respeite e valorize os trabalhadores do Amapá, onde o atendimento à saúde retorne com a qualidade que se espera para os trabalhadores, que constroem este banco no dia a dia”, reivindica. 


Redação Sintraf/AP


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