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Trabalhadores do Itaú no Amapá tem plano de saúde negligenciado há dois anos pela empresa

Ato de repúdio fecha duas agências do Banco Itáu no centro de Macapá, nesta sexta-feira (15).


Nesta sexta-feira (15), o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Amapá (SINTRAF/AP), fechou as duas agências do Banco Itaú da Av. Presidente Vargas, no centro de Macapá, em protesto pelo direito ao plano de saúde, que vem sendo sucateado por este banco há aproximadamente dois anos. O ato organizado pelo sindicato é uma tentativa de solucionar este problema, que atinge diretamente a saúde dos trabalhadores do Banco Itaú no Amapá e seus dependentes.


Durante o ato, o Diretor Administrativo e Financeiro do SINTRAF/AP, Edson Gomes, explica que a paralisação desta sexta-feira é uma denúncia a toda sociedade, a respeito das condições de trabalho que estão sendo oferecidas pelo banco Itaú, e completa expondo que, embora não seja a realidade, o Itaú declara não existir problemas com a oferta do plano.

“Dizem que existe um plano de saúde que atende a contento, mas isso não está acontecendo. Por isso estamos aqui, reivindicando que o banco cumpra a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).”, diz o Diretor.


Janaína Figueiredo, funcionária do Banco Itaú e Diretora de Comunicação e Imprensa do SINTRAF/AP, conta que os trabalhadores enfrentam este problema desde o ano de 2022. A diretora ressalta que, somente no ano passado, o Itaú teve um lucro de 35,6 bilhões de reais e mostra sua insatisfação com a empresa.

“É inadmissível que um banco com lucro neste volume permita que os seus trabalhadores e

trabalhadoras permaneçam sem um atendimento médico decente. Então, nós estamos aqui hoje denunciando e pedindo para que o Itaú tome medidas para que solucione esse problema que é de extrema importância, fora a gravidade que é deixar os trabalhadores sem um plano de saúde que atenda suas necessidades.”, declara Janaína.


Durante o protesto, a Diretora da pasta de Mulheres do SINTRAF/AP, Samila Moraes, fez um pronunciamento sobre a falta de responsabilidade do Banco Itaú com os trabalhadores.

“A jornada de trabalho acarreta muitas situações difíceis, inclusive doenças para os trabalhadores. E o banco não dá o respaldo necessário para que os trabalhadores possam cuidar da sua saúde e ter qualidade de vida. E quando a gente fala qualidade de vida, é o trabalhador que, quando está bem, ele atende bem, trata o seu cliente bem." E completa, “Não podemos aceitar nenhum tipo de negligenciamento por parte de um banco que lucrou bilhões nos últimos meses e não está dando suporte nenhum para os seus trabalhadores.”, ressalta a Diretora.


Simultâneo ao Ato de repúdio à falta de assistência médica para os trabalhadores do Banco Itaú no estado do Amapá, o Presidente do Sintraf/AP, Samuel Bastos estava em São Paulo, junto com o Presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Cleiton dos Santos e o representante da Federação na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itáu, Natércio Brito, em reunião com representantes do Banco Itáu para cobrar providências urgentes quanto aos diversos problemas enfrentados pelos trabalhadores do Itaú com o plano de saúde Unimed no Amapá.


O Presidente do Sintraf/AP, Samuel Bastos ressalta a necessidade da urgência na resolução do problema, já que a reivindicação já havia sido apresentada a mais de três meses.

“Estivemos em reunião com o Itaú-Unibanco e membros da Fundação Itáu, para tratarmos dos diversos problemas que as trabalhadoras e trabalhadores do Itáu vem sofrendo com relação ao plano de saúde no Amapá, acordamos que o Itaú irá diligenciar com urgência para solucionar todos os problemas apresentados. Vamos acompanhar para garantir que os trabalhadores tenham acesso ao plano de saúde de forma integral.”, afirma o Presidente.



O Presidente da Fetec-CUT/CN, Cleiton dos Santos, que também estava presente na reunião lamenta a situação caótica e pede urgência de providências efetivas junto ao Plano de Saúde.

“É lamentável vermos o Banco Itaú que teve um lucro R$ 35,6 bilhões muitas vezes às custas da saúde dos bancários, tratar os seus trabalhadores do Amapá com absoluto abandono, vamos lutar pelo reestabelecimento da assistência médica.”, reforça Cleiton.



Fonte: Redação do Sintraf/AP.

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