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Sintraf/AP repudia reestruturação no Santander

Mesmo com lucro exorbitante banco ainda precariza o dia a dia dos trabalhadores


Desde a implementação da reforma trabalhista em 2017, o Santander tem sido alvo de críticas do movimento sindical bancário devido à transferência de seus trabalhadores para outras empresas do mesmo conglomerado, como STI, SX, Santander Corretora, F1RST, Prospera e SX Tools. A medida, que faz parte do projeto de reestruturação chamado de "Multicanalidade", tem gerado preocupações sobre a redução de salários, a retirada de direitos e o enfraquecimento da organização trabalhadora.

A Comissão de Organização dos Empregados do Santander (COE Santander) apurou informações que indicam que os funcionários do banco foram convocados para uma reunião na qual houve o comunicado sobre as mudanças na estrutura das agências.

No entanto, os sindicatos denunciam que o Santander não está respeitando as cláusulas do Acordo Coletivo, o que levanta questionamentos sobre a transparência do processo de reestruturação.

O Sintraf/AP afirma que as principais preocupações estão relacionadas ao risco de demissões, a sobrecarga de trabalho imposta aos funcionários e dos desvios e acúmulo de funções. Além disso, a descentralização do suporte aos trabalhadores também tem sido objeto de críticas, uma vez que pode comprometer a eficiência e a qualidade do atendimento.

O movimento sindical bancário argumenta que essa reestruturação promovida pelo Santander visa, principalmente, reduzir custos e aumentar a rentabilidade, prejudicando os trabalhadores em favor de interesses corporativos. O desrespeito às cláusulas do Acordo Coletivo é considerado um ataque aos direitos conquistados pelos bancários ao longo dos anos.

Para a Secretária Geral do Sintraf/AP e funcionária do Santander, Bruna Athayde, o banco vem tentando mascarar o problema. “Essa reestruturação é muito preocupante, pois a sobrecarga de trabalho é um problema antigo no Santander, mesmo que o banco argumente que seja apenas uma fusão de agências, essas medidas camuflam o fechamento de unidades de atendimento e redução de postos de trabalho”, explica.

Bruna aponta ainda que as alterações trazem risco à saúde física e psicológica dos bancários. “Não podemos concordar com o novo modelo imposto. O Santander apresenta uma reestruturação negligente que afeta a saúde dos trabalhadores, elevando os níveis de ansiedade entre a categoria, comprometendo substancialmente a qualidade do atendimento bancário”, explica. 

Diante dessas denúncias, os sindicatos cobram detalhes específicos sobre as mudanças propostas e solicitam uma revisão do processo de reestruturação, visando garantir a manutenção dos direitos dos trabalhadores e a preservação dos postos de emprego.

O embate entre o movimento sindical e o Santander evidencia as tensões presentes no cenário pós-reforma trabalhista e destaca a importância do diálogo entre as partes envolvidas para a construção de um ambiente de trabalho mais justo.

No próximo dia 06 de fevereiro, a COE Santander se reunirá com o banco para discutir termos relacionados à reestruturação e suas consequências para as trabalhadoras e trabalhadores.

O Presidente do Sintraf/AP, e funcionário do Banco do Brasil, Samuel Bastos, evidencia posicionamento dos dirigentes sindicais. ”O que o Santander vem promovendo de mudanças, de forma unilateral, sem consultar os trabalhadores ou negociar com o movimento sindical, é um absurdo. Repudiamos veementemente contra reestruturações que precarizam a vida dos trabalhadores!, declara.


Redação Sintraf/AP.

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