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Segunda 4 é Dia Nacional de Luta pela Valorização dos Trabalhadores do Itaú

“Isso é muito Itaú”.


Este é um dos mais recentes slogans que aparecem nas publicidades do Itaú, sempre valorizando o dinamismo e a modernidade do banco. Entretanto, para os bancários, a frase “isso é muito Itaú” não tem um significado positivo. De acordo com inúmeras e recorrentes denúncias que chegam ao Sindicato, ser “muito Itaú” significa centenas de demissões, metas abusivas, adoecimento dos trabalhadores, sobrecarga de trabalho, desvios de função, fechamento de agências e assédio moral.

Para denunciar esta situação e cobrar do banco para que reveja suas práticas de gestão, o movimento sindical promove na próxima segunda-feira 4 um Dia Nacional de Luta pela Valorização dos Trabalhadores do Itaú. Em plena pandemia, o Itaú implementou restruturações em agência e departamentos, sendo que as maiores foram o programa de remuneração Gera e o novo modelo de agência, chamado Itaú 2030, resultando em fechamentos de unidades, demissões, adoecimento, sobrecarga, desvios de função e assédio moral. "O Sindicato, em conjunto com o movimento sindical dos bancários, cobrou do banco diversas vezes o adiamento destes projetos e a suspensão das metas durante a pandemia. Porém, o Itaú não foi sensível aos apelos dos bancários. Coloca o lucro acima de tudo," explica o secretário de formação político-sindical, socioeconômica e de pesquisa do SEEB/MT e funcionário do Itaú, Natércio Correia Brito.

Além do tuitaço, a partir das 10h de segunda feira 4, com a hashtag #QueVergonhaItaú, em Cuiabá, o Seeb/MT estará mobilziado na agência do Itaú, localizada no região do Porto, em Cuiabá. “É preciso mostrar para a sociedade a realidade dos trabalhadores do Itaú, responsáveis pela lucratividade cada vez maior do banco, mas a responsabilidade social está muito longe daquela apresentada nas campanhas publicitárias”, completa Natércio Brito. No primeiro semestre de 2021, o Itaú Unibanco obteve lucro líquido recorrente gerencial, que exclui efeitos extraordinários, de R$ 12,941 bilhões, alta de 59,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, em junho de 2017, a holding Itaú apresentava uma relação de 847 clientes para cada empregado. Quatro anos depois, em junho de 2021, essa relação subiu para 1.001 clientes para cada empregado, o que deixa explícito a sobrecarga de trabalho a qual os bancários estão submetidos. Retorno seguro

Os Sindicatos estão negociando com o banco o retorno seguro de trabalhadores em home office ao trabalho presencial. Para isso, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. entregou à direção do banco uma pauta de reivindicações cobrando protocolos de prevenção e segurança, conforme preconizam a OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Ministério da Saúde. “Orientamos que o retorno seja somente após o trabalhador estar completamente imunizado, há pelo menos 14 dias. É de responsabilidade do banco o fornecimento de equipamentos de proteção individual, assim como a sanitização de agências e departamentos. O Sindicato irá acompanhar de perto este retorno, e qualquer problema deve ser denunciado. O sigilo é garantido”, orienta a secretária de assuntos de saúde e condições de trabalho do Seeb/MT e funcionária do Itaú, Italina Facchini, lembrando que nos trabalhadores/as que foram contaminados/as pelo Coronavirus devem abrir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

Seeb/MT com informações da Contraf-CUT

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