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Resolução da CUT Nacional em Solidariedade ao Povo Palestino

CUT defende o direito do povo palestino a ter seu território, condena o extermínio que Israel vem fazendo na Faixa de Gaza e exige a libertação dos reféns em poder do Hamas, entre outras resoluções

As atrocidades cometidas por Israel contra o povo palestino em retaliação aos ataques do Hamas em seu território, em 7 de outubro, foram condenadas pela CUT Nacional, que questiona ainda a estratégia expansionista e colonialista da extrema direita israelense que pode se constituir em um verdadeiro genocídio contra as 2,2 milhões de pessoas que vivem na Faixa de Gaza, em sua maioria mulheres e crianças.

A Central, no entanto, condena também o ataque do Hamas que vitimou mais de mil pessoas e sequestrou outras centenas, e exige ainda a libertação dos reféns israelenses, entre eles jovens, crianças e mulheres.

A CUT exige ainda um cessar-fogo imediato, a suspensão do cerco à Faixa de Gaza – com acesso urgente da população a comida, água, medicamentos, energia, combustível e demais serviços básicos. “É inadiável e urgente a retomada das negociações do Estado de Israel com os legítimos representantes do povo palestino”, diz parte do texto.

Leia a íntegra da resolução assinada pelo presidente da CUT, Sérgio Nobre, o Secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, o secretário-geral Renato Zulato e o secretário-geral adjunto, Aristides Veras dos Santos. O texto pode ser baixado em PDF aqui.

Resolução em Solidariedade ao Povo Palestino

  1. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) sempre foi solidária à luta pela autodeterminação do povo palestino – direito que lhe é negado há 75 anos pelo Estado de Israel em sua política0 colonial de ocupação e bloqueio de territórios.

  2. A extrema direita israelense construiu e vem por décadas implementando uma estratégia de extermínio do povo palestino. Essa estratégia acabou fortalecendo grupos fundamentalistas e enfraquecendo os representantes laicos e democráticos do povo palestino, inviabilizando, dessa forma, as tentativas de solução pacífica dos conflitos, promovidas pela ONU e pela Comunidade Internacional.

  3. A CUT repudia os atos de terror que vitimaram mais de mil civis israelenses, incluídas idosos crianças, mulheres grávidas e, inclusive, brasileiros, no último dia 7 de outubro.

  4. Nos causa estranheza que um sistema de inteligência e informação tido com um dos mais avançados do mundo, como o de Israel, não tenha detectado antecipadamente a preparação dos ataques promovidos pelo grupo Hamas. Nesse sentido, a própria imprensa israelense, como o prestigioso jornal Haaretz, atribui a responsabilidade pela atual situação no Oriente Médio ao governo de Netanyahu, um governo racista, colonizador, autoritário e belicista, que criou uma situação de ataques cotidianos aos palestinos também na Cisjordânia, em Jerusalém oriental, e que foi questionado por grandes mobilizações dentro do próprio Estado de Israel.

  5. A CUT repudia que os ataques perpetrados pelo Hamas estejam sendo utilizados pela extrema direita israelense para escalar sua estratégia expansionista e colonialista – que pode se constituir em um verdadeiro genocídio contra o povo palestino.

  6. A CUT soma sua voz à de todos aqueles que no plano internacional condenam de forma veemente os crimes de guerra cometidos pelo governo sionista de Israel e exige um cessar-fogo imediato, a suspensão do cerco à Faixa de Gaza – com acesso urgente da população a comida, água, medicamentos, energia, combustível e demais serviços básicos. É inadiável e urgente a retomada das negociações do Estado de Israel com os legítimos representantes do povo palestino.

  7. A CUT reafirma seu incondicional apoio às reivindicações pela libertação imediata dos reféns e dos presos políticos, pela garantia do direito de retorno aos refugiados e pela derrubada imediata do muro do apartheid e dos “checkpoints” que submetem diariamente as trabalhadoras e os trabalhadores palestinos a humilhações.

  8. A CUT reconhece e manifesta seu apoio aos esforços realizados pelo governo do Brasil, liderado pelo Presidente Lula, para mediar uma resposta diplomática à crise e para facilitar a repatriação das brasileiras e dos brasileiros da região do conflito.

  9. Por fim, a CUT continua defendendo que o direito internacional, as resoluções da ONU, a primazia da dignidade da pessoa humana e dos direitos humanos sejam respeitados. O direito dos palestinos a um Estado nacional soberano – negado ainda hoje – é inegociável e continua contando com o nosso histórico endosso.

São Paulo, 01 de Novembro de 2023.

Sergio Nobre Antônio Lisboa

Presidente Secretário de Relações Internacionais

Renato Zulato Aristides Veras dos Santos

Secretário Geral Secretário Geral Adjunto


Fonte: CUT

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