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Por que a Fetec-CUT/CN vai priorizar a organização dos trabalhadores do ramo financeiro

Decisão foi tomada pela 16ª Conferência Regional. Bancários perderam postos de trabalho nos últimos dez anos, mas cresceu contratação em outros setores do ramo

Entre 2012 e 2021, a categoria bancária perdeu 70.275 postos de trabalho, mas as empresas do ramo financeiro formal contrataram 215.242 trabalhadores, com salários menores e piores condições de trabalho. Na base da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT), houve o fechamento de 8.800 postos de trabalho (corte de 17%) na categoria bancária no mesmo período, enquanto os outros setores do ramo financeiro contrataram 29.888 trabalhadores, um crescimento de 122%.

Os dados fazem parte de um estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) a partir de números da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) do Ministério do Trabalho e foram apresentados na 16ª Conferência Regional da Fetec-CUT/CN, realizada na quarta-feira 12 em Brasília, pelo economista Gustavo Cavarzan na mesa que discutiu Organização do Ramo Financeiro. A mesa foi coordenada pela secretária de Organização do Ramo da Fetec-CUT/CN, Talita Regia.

Confira no quadro abaixo a evolução do emprego, da remuneração, da jornada de trabalho e tempo de permanência na empresa entre os trabalhadores da categoria bancária e das outras categorias do ramo financeiro, que na maior parte dos casos pertencem às holdings dos bancos comerciais.


Enquanto o número de bancários protegidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi reduzido em 16% na década, a quantidade de trabalhadores em cooperativas de crédito, por exemplo, mais que duplicou e a de administradores de cartão de crédito quase quintuplicou. Confira também como os salários em geral são mais baixos e a jornada de trabalho maior na comparação da categoria bancária com a maioria dos outros setores.

“Por um lado, enquanto os banqueiros apresentam uma bancarização para diferentes localidades, percebemos que esse processo cria novos postos de trabalho precarizados. Ou seja, contratando outros tipos de trabalhadores, com condições de trabalho reduzidas, impactando na qualidade e na segurança dos serviços financeiros oferecidos aos clientes e usuários”, afirma Talita Régia.

Com essas mudanças, no total o número de trabalhadores de todo o ramo financeiro aumentou de 869.157 para 1.014.124 entre 2012 e 2021, enquanto o número de bancários protegidos pela CCT caiu de 512.835 para 442.560. O mesmo movimento ocorreu na base da Fetec-CUT/CN: os trabalhadores do ramo cresceram de 76;521 para 97.600 (aumento de 28%) na mesma década e a quantidade de bancários diminuiu de 52.001 para 43.192 (redução de 17%).

Confira essa evolução nos dois quadros abaixo.

A evolução do emprego no ramo financeiro na base Federação

“Isso demonstra que a organização do ramo financeiro é fundamental para que os trabalhadores do setor que não são bancários também tenham representação sindical e possam fortalecer sua luta por melhores salários e condições de trabalho”, acrescenta Talita Régia.

Visando atingir esse objetivo, a 16ª Conferência Regional da Fetec-CUT/CN realizado dia 12 de julho em Brasília aprovou uma série de propostas, entre elas ratificar a existência do Coletivo do Ramo Financeiro da Federação com dois integrantes de cada sindicato. “A partir do Coletivo, vamos dar continuidade a outras ações visando desenvolver estratégias de representação sindical das diferentes categorias do ramo financeiro nas regiões Norte e Centro-Oeste”, explica Talita.

Fonte: Fetec-CUT/CN

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