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Na contramão dos setores produtivos, bancos eliminam empregos pelo 12⁰ mês consecutivo

Em contrapartida, o setor seletista no Brasil apresentou expansão em setembro de 2023

Quando o movimento sindical acusa os banqueiros de extinguir postos de trabalho por mera "ganância ", reduzindo custos para lucrar ainda mais, não é por acaso. Ao contrário dos setores produtivos, que em função de sinais de recuperação da economia, estão gerando mais empregos, os bancos, pelo 12º mês consecutivo, eliminam postos de trabalho. Os dados são da Pesquisa do Emprego Bancário (PEB) de setembro de 2023. Entre outubro de 2022 e setembro de 2023, foram fechadas 6.163 vagas nno sistema financeiro nacional. Só no nono mês do ano, foram eliminadas 196 vagas, decorrência de 3.050 admissões contra 3.246 desligamentos. No ano, o fechamento de postos de trabalho ultrapapassa 5,6 mil.


Quem demite mais


Em setembro, apenas os bancos múltiplos com carteira comercial, ou seja, algumas das maiores instituições financeiras do país, como Itaú, Bradesco, Santander e até uma instituição pública, o Banco do Brasil apresentaram saldo negativo com o fechamento de 406 vagas. Em 2023, este grupo já eliminou 5.903 vagas e no acumulado dos últimos 12 meses o resultado foi negativo em 6.235 vagas.


Sem justa causa


Em setembro, 62% dos desligamentos foram por demissão sem justa causa, 31,7% por pedido do trabalhador e 3,2% por demissão com justa causa.


Redução de custos


O salário mensal médio do bancário admitido em agosto alcançou o valor de R$ 5.701,19, enquanto o do desligado era de R$ 7.507,78. Isto é, o salário médio do admitido correspondeu a 72,94% do desligado.

Demais contratações

Se os bancos extinguem empregos dos bancários, aqueles que estão protegidos pelos direitos e salário-base da categoria previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), por outro lado, o ramo financeiro apresenta saldo positivo em setembro, em outras formas de contratação, com a abertura de 2.151 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, foram criados 14,9 mil postos de trabalho, uma média de criação de 1,3 mil postos por mês.

Brasil gera mais empregos

O emprego celetista no Brasil apresentou expansão em setembro de 2023. O saldo positivo foi de 211.764 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 1.917.057 admissões e de 1.705.293 desligamentos, menor registro do ano. Os saldos foram positivos em todos os grandes setores das atividades econômicas: Serviços (98.206 postos); Comércio (43.465); Indústria (43.214); Construção (20.941); e Agropecuária (5.942). Os números são da Rede Bancários do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.


Importância do Sindicato


Na avaliação do movimento sindical as medidas do governo federal, em que pese as dificuldades de aprovação de propostas fundamentais pelo Congresso Nacional, de maioria conservadora, estão no caminho certo, mas os bancos estão na contramão da história.

"A economia do país tem dados sinais de recuperação e a geração de empregos tem sido um alento para os trabalhadores e para a luta em favor da retomada do desenvolvimento econômico. Mas, para que haja um crescimento sustentável, é necessário aprovar uma reforma tributária que tribute os super-ricos e os pobres e a classe média paguem proporcionalmente menos impostos e que o Banco Central baixe os juros. Nas questões dos juros e do atual processo de demissões em massa, são os bancos que representam um impedimento para o Brasil dar o salto, crescer, gerar empregos e renda e disputar o topo no mercado internacional", disse o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio José Ferreira.

"Diante desta conjuntura, mais do que nunca, é necessário que nossa categoria amplie a sindicalização e fortaleça a organização da luta coletiva, na defesa dos empregos e por melhores condições de saúde e de trabalho. Nosso Sindicato está de portas abertas para todos os bancáriose bancárias", destacou Ferreira.


Fonte: Carlos Vasconcellos

Com informações da Contraf-CUT

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