Distribuição de absorvente tem de ser política pública

Um quarto das jovens brasileiras não tem acesso a absorventes

Um quarto das jovens brasileiras não tem acesso a absorventes e muitas chegam a faltar às aulas todos os meses. É a chamada “pobreza menstrual”, mais um indicador de que as mulheres são as maiores vítimas da conjunção de crises que abala o Brasil. Os dados da falta de absorvente para as mulheres estão no relatório Livre para Menstruar, produzido pelo movimento Girl Up, divulgado nesta quarta-feira (17) pela Folha de S. Paulo (leia clicando aqui).

A miséria que provoca a falta de absorventes para as jovens faz com que uma em cada dez adolescentes em todo o mundo se ausente da escola durante a menstruação. Para Elaine Cutis, o absorvente tem se constar na cesta básica da família. “É uma questão de dignidade da mulher e de saúde pública. A distribuição de absorventes e produtos de higiene para mulheres em situação de vulnerabilidade tem de ser questão de política pública. Existem projetos sobre isso que tramitam no congresso”, informou a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elaine Cutis.

Para Elaine, a falta de absorventes é mais um indício da miséria que abala a maior parte da população brasileira. “Defendemos o ‘Fora Bolsonaro’ em nossa campanha neste mês de março pelo fato de que o desgoverno do atual presidente piorou, e muito, a vida das mulheres. Atualmente, de acordo com dados do IBGE, 48% das mulheres são chefes de família no país. Esse percentual é ainda maior nas periferias”, destacou a secretária da Mulher da Contraf-CUT.

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