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CUT emite nota de repúdio à condenação de Cristina Kirchner

Contraf-CUT se solidariza com vice-presidenta da Argentina


A Central Única dos Trabalhadores (CUT) publicou, na terça-feira (6), uma nota de repúdio ao que classifica como “julgamento ilegal” de Cristina Kirchner pela Primeira Instância da Justiça argentina. Para a CUT, trata-se de uma estratégia que se utiliza da lawfare para tirá-la da disputa eleitoral. Cristina é acusada de associação ilícita com um empresário que teria se beneficiado de obras públicas em Santa Cruz, no sul da Argentina, na gestão de Néstor Kirchner como presidente.


“Querem fazer na Argentina o mesmo que fizeram no Brasil com o Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) e Dilma (Rousseff). E, para não parecer golpe de Estado, se utilizam de subterfúgios judiciais”, observou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, ao comentar o caso e a nota da CUT. “Se utilizam do discurso de combate à corrupção para dar aspectos legais, mas vimos aqui no Brasil os interesses que havia por trás da condenação de Lula e da deposição de Dilma. Se utilizaram de um juiz que julgava o caso com parcialidade para colocar os verdadeiros corruptos no poder e promover um massacre contra os direitos dos trabalhadores”, completou.


Além de expressar solidariedade à Cristina Kirchner, em sua nota, a CUT afirma que “é inadmissível que nossas democracias latino-americanas continuem sendo atacadas de forma tão furtiva e ilegítima como já presenciamos na Bolívia e no Brasil. Temos plena convicção de que este será mais um processo arquivado por conter acusações infundadas, sem fundamento e politicamente motivadas da já derrotada extrema direita que tenta por meio de fake news e do uso de falsas acusações nos tribunais políticos voltar desesperadamente ao poder.”


“Também nos solidarizamos com Cristina Kirchner. Sabemos o que ela vai enfrentar, mas estaremos ao seu lado para ajudá-la a provar sua inocência”, concluiu Juvandia.


Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a vice-presidenta da Argentina, que também é senadora, rebate as acusações e afirma ser vítima de um “pelotão de fuzilamento” e que as acusações feitas contra ela trata-se de “falsidade absoluta”.


Leia a íntegra da nota da CUT (em espanhol).


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