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Bancos insistem em reduzir salário, negociação emperra e Comando orienta reforçar greve


Os bancos mais uma vez mantiveram a intransigência, frustrando a categoria, e não apresentaram nenhuma nova proposta na sétima rodada de negociação Campanha 2016, realizada nesta terça-feira, 13, oitavo dia da greve nacional dos bancários, que continua crescendo em todo o país. As negociações continuam nesta quinta-feira, 15, às 16h, em São Paulo, e o Comando Nacional dos Bancários orienta reforçar ainda mais a paralisação em todas as regiões. Segundo levantamento da Contraf-CUT, estão paradas 12.009 agências no Brasil, um aumento de 4,14% em relação à segunda-feira, e esse número equivale também a 51% de todas as agências do país. Nas 12 bases sindicais da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), já são 1.528 agências paralisadas, crescimento de 2%. Na reunião com o Comando Nacional dos Bancários, realizada nesta terça em São Paulo, os banqueiros insistiram nos 7% de reajuste, que é 2,39 pontos percentuais abaixo da inflação, e na política de abono salarial, além de ignorarem novamente as reivindicações da categoria sobre proteção ao emprego e à saúde, melhoria das condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades. “Nós mais uma vez rejeitamos os argumentos dos banqueiros e insistimos na política de aumento real de salário e valorização do piso. Reafirmamos a posição da categoria de que a política de abono é extremamente nociva para os trabalhadores, porque não incide sobre o 13º salário, sobre as férias e principalmente sobre a aposentadoria, o que significa achatamento salarial e redução do nosso poder de compra, o que não podemos aceitar de forma alguma”, explica José Avelino, presidente da Fetec-CUT/CN e integrante do Comando Nacional. “Os bancos já tentaram no ano passado impor essa estratégia de reajuste abaixo da inflação com concessão de abono, mas os bancários rechaçaram e com uma greve de 27 dias mantiveram a política de aumento real e valorização do piso. Vamos intensificar a mobilização para manter nossas conquistas”, convoca Avelino. Segundo cálculo do Dieese, com a política de reajustes abaixo da inflação e concessão de abonos durante os dois governos FHC, de 1995 a 2002, os bancários tiveram perdas salariais de 4,60% nos bancos privados, de 33,53% no Banco do Brasil e de 37,38% na Caixa Econômica Federal. Fonte: Fetec-CUT/CN

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