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Bancários do Itaú param contra o programa GERA em Campinas

Updated: Oct 1

Implantado neste ano em substituição ao AGIR, o programa GERA provocou uma verdadeira reestruturação do trabalho, aponta a citada carta

Sob a coordenação do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, os funcionários da agência Costa Aguiar (09) do Itaú paralisaram os serviços na manhã desta quarta-feira (22), em Campinas, no período das 7h30 às 10h30, atrasando a abertura ao público, em protesto contra o programa de remuneração variável denominado GERA. Durante a paralisação, diretores do Sindicato se reuniram com os funcionários e distribuíram a carta aberta intitulada “Projeto Itaú 2030 GERA abusos”, a ser divulgada também em outras agências.


Implantado neste ano em substituição ao AGIR (Ação Gerencial Itaú para Resultados), o programa GERA provocou uma verdadeira reestruturação do trabalho, aponta a citada carta. Além do acúmulo de funções, o programa produziu sobrecarga de trabalho dos Agentes de Negócios Caixa, assédio moral e aumento das metas. Resultado: instabilidade emocional, medo de demissão e adoecimento.


As mudanças implantadas fazem parte do chamado Projeto Itaú 2030 que, segundo a própria instituição, busca um novo perfil de funcionário. No discurso, o “Banco do Futuro” condena a discriminação, defende a diversidade e “uma mudança de cultura”. Na prática, no entanto, compactua com a humilhação de funcionários, incluindo aqueles com mais tempo de casa, fecha os olhos para situações constrangedoras durante reuniões de avaliação, onde o desempenho de cada funcionário é exposto (o conhecido ranking, que é proibido pela Convenção Coletiva de Trabalho/CCT), dentre outras incivilidades.

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