Manifestação, que este ano tem como tema “Pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver”, reunirá nesta terça 15 e quarta 16 mais de 100 mil mulheres de todo o país
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Bancárias das bases dos sindicatos filiados à Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) estão participando em Brasília da 7ª Marcha das Margaridas, que reúne nesta terça-feira 15 e quarta 16 mais de 100 mil mulheres de todo o país com o lema “Pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver”, como símbolo da luta contra a pobreza e a violência sexista. Realizada pela primeira vez em 2000, e repetida a cada quatro anos, a Marcha das Margaridas é uma das maiores mobilizações de rua do mundo. Tem esse nome em homenagem a Margarida Maria Alves, líder sindical e feminista paraibana assassinada em 1983.
“A história de Margarida Maria Alves é um exemplo de força, perseverança e amor ao próximo. Lutou na defesa das trabalhadoras e trabalhadores oprimidos, exigindo direitos e melhores condições de trabalho. Foi também protagonista na luta contra os casos de agressões sexuais cometidas pelos patrões contra as mulheres camponesas e suas filhas. Margarida Alves, deixou um importante legado tanto na luta do campo, como na luta das mulheres”, lembra Elis Regina Camelo Silva, secretária da Mulher da Fetec-CUT/CN.
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Presente na Marcha, ela acrescenta: “Seguindo seu exemplo, estaremos todas juntas, mulheres do campo, das florestas, das águas e das cidades, na maior ação de mulheres da América Latina, em busca da reconstrução do nosso país e pelo bem viver. Irmanando nossas vozes na reinvindicação por justiça, liberdade e democracia, para superação de todas as desigualdades de gênero, seja no campo, na floresta ou na cidade”.
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Para Vera Paoloni, vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, secretária-geral da CUT-PA e diretora da Fetec-CUT/CN, "mulheres sempre marcham na resistência, na adversidade, com firmeza, unidade e alegria. Neste 2023, marchamos felizes na 7a Marcha das Margaridas, por estar contribuindo com a democracia e, com isso, garantir dias melhores para as gerações atuais e as futuras. Viva a luta das mulheres".
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A abertura política da marcha está marcada para as 17h desta terça 15, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília. Mas as atividades da marcha começaram a partir das 8h, com plenárias, oficinas, rodas de conversa, espaço de saúde (com práticas integrativas) e a Mostra Nacional da Produção das Margaridas, uma feira com exposição de produtos de todos os estados brasileiros.
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Manifestação tem 13 eixos políticos
Enquanto em 2000, a pauta da primeira Marcha se baseava em três eixos (valorização da participação da mulher na reforma agrária e na agricultura familiar; garantia e ampliação dos direitos trabalhistas e sociais e o combate à violência e impunidade no campo e a todas as formas de discriminação social e de gênero) este ano a lista de reivindicações é bem mais extensa e tem 13 eixos. São eles: • Democracia participativa e soberania popular • Poder e participação política das mulheres • Autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética • Democratização do acesso à terra e garantia dos direitos territoriais e dos maretórios • Vida saudável com agroecologia e segurança alimentar e nutricional • Direito de acesso e uso da biodiversidade, defesa dos bens comuns e proteção da natureza com justiça ambiental e climática • Autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda • Educação pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo • Saúde, previdência e assistência social pública, universal e solidária • Universalização do acesso à internet e inclusão digital • Vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo • Autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade.
O início de tudo Coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a mobilização tem como ponto de partida a resposta ao assassinato da sindicalista Margarida Maria Alves. Trabalhadora rural, nordestina e uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no Brasil, ela foi assassinada a tiros na porta de casa em 1983, a mando de fazendeiros.
A secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag, Maria José Morais Costa, mais conhecida como Mazé, afirma que a expectativa é por respostas concretas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já confirmou presença no evento.
Desde a primeira edição, as mulheres obtiveram avanços para as trabalhadoras rurais como titulação conjunta de terras, programas de documentação, acesso ao crédito, à educação no campo e à aposentadoria aos 55 anos, dentre outras vitórias.
De acordo com Mazé a expectativa é retomar políticas que foram retiradas ou extintas e, apesar de afirmar que todas as reivindicações são fundamentais, ela elege o combate à violência contra as mulheres e o acesso à saúde, à terra e à educação como pontos essenciais. “Espero que no dia 16, o governo do presidente Lula faça anúncios sobre nossas reivindicações que efetivamente tenham impacto sobre a vida das mulheres. Especialmente em relação à terra, porque sem ela não há como produzir, gerar renda e ter autonomia”, diz.
Fonte: Fetec-CUT/CN, com CUT Nacional
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